Tipos de pessoas que admiro! #1 Que cagam fora de casa

Olá malta, voltei. O BB 2021 está tão miserável que decidi partilhar convosco alguns tipos de pessoas que admiro, nesta vida.

Assim e sem mais demoras vamos ao que interessa. Pessoas que conseguem fazer o número dois fora de casa. Isso mesmo. Esses guerreiros de luz. Se são uma dessas pessoas, desde já, vos digo, que têm toda a minha admiração.

O tema cocó é um tema ainda muito pouco discutido, as únicas pessoas no mundo, a quem é permitido falar abertamente sobre o tema, são mães/pais e educadores de infância. Sim porque para quem tem bebés, o tema cocó é deveras importante. Quantos cocós por dia, qual a cor, a textura e o cheiro. Muito ou pouco? E por aí segue. Mas para os comuns dos mortais, falar de cocó é do género “que tema de merda…“.

Mas eu venho aqui quebrar o tabu. Pessoas que cagam fora de casa. Vocês têm todo o meu respeito. Mas expliquem-me, por favor, como é que fazem esse milagre. Existem dois ou três tipos de situações, que podem ser consideradas, quando abordamos este tema.

  1. Fazer em casas-de-banho públicas. Exemplo, centros comerciais/restaurantes/cinema. Eu juro-vos que não sei como conseguem. Só de pensar na situação fico nervosa e a tremer de uma vista. Como assim, cagar com mais pessoas no mesmo espaço que eu? E como é que se sentam. Cocó não dá de pé. E não me venham com a treta de que forram a sanita com papel, que na maioria das vezes é inexistente ou o que há, é de tão má qualidade, que nem para limpar o cu dá, quanto mais para forrar um tampo de uma sanita. Depois, o barulho? Não vos incomoda, saber que a 40cm de distância, separados por um pladurzito, está outra pessoa a ouvir tudo. Malta, eu até estou a transpirar do bigode, só de pensar nesta hipótese. A sério. Eu prefiro ficar sem cagar 15 dias do que ter de me sujeitar a isto. Juro. E se de repente, acaba o papel, que gastaram todo a forrar a tampa da sanita? E se alguém, por algum motivo se engana e abre a porta, que todos sabemos, as portas das casas-de-banho públicas, estão na sua grande maioria todas partidas. E temos de segurar nelas, com a pontinha do pé, ou uma das mãos. Gente, por favor, por favor, se forem destas pessoas, escrevam-me. Comentem sem medos. Eu preciso saber como fazem.
  2. Fazer em casa de amigos/família (que não pais e avós). Não consigo. Até a vontade me passa só de pensar. É mais privado do que um centro comercial. Mas ainda assim. Imagino sempre os piores cenários de guerra. Se vou cagar e acaba a água? E não consigo puxar o autoclismo, como faço? Saio de fininho e apanho um voo direto para a China por tempo indeterminado? E se acaba o papel? E se só há uma casa-de-banho e alguém precisa de ir logo a seguir? Não como propriamente sabonetes de almoço. E se não reparo e fica a sanita suja? Ou se a casa-de-banho é demasiado perto da zona de convívio, e estão todos reunidos a ouvir-me cagar? Não. Não. Não. Continuo a transpirar só de imaginar.
  3. Fazer ao ar livre. Exemplo, acampamento selvagem. Conseguem? Fazer o vosso cocó de cócoras. Sem apoio. Fodasse, são os maiores. Eu ando demasiado sedentária, dois segundos nessa posição e fico a tremer das pernas e da vista. Conseguem cagar com o mato a picar-vos as bochechas do rabo e a sentir a brisa fresca do campo lá onde não brilha o sol? Não consigo pensar sequer nisso. E se por algum motivo, aparece uma cobra, ou um lagarto gigante. Ou pior uma aranha. E se, se lembra de vos tocar, ainda que longe do cú. Que seja só nas pernas. Ou um javali. Malta, malta, malta, era coisinha para me fazer sofrer uma paragem cardiorespiratória na hora. E vamos lá, morrer, nestas circunstâncias ninguém merece. Aparecerem os senhores do INEM ou dos bombeiros e estar eu de calça e cueca em baixo, com um rolinho de papel higiénico na mão, é vergonhoso demais. Aqui não há o nojo de sanitas pouco limpas ou a vergonha de ter todo o agregado familiar e amigos a ouvir-nos, mas existem bichezas e ervas muito perigosas.

Posto isto, se vocês, guerreiros do cocó fora de casa, conseguem fazer uma ou todas as opções acima, eu assumo aqui, perante o mundo, são os meus heróis.

É só. Tinha de partilhar estas coisas, muito pouco úteis que me passam pela cabeça! Uma tristeza, este meu cérebro.

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